Relaxamento, tensão e escolhas
Começo de jogo, primeiros movimentos, cavalo branco adversário avança e oferece um peão sem cobertura; este é tomado pelo cavalo preto. Uma escolha rápida. Mas foi armadilha. Rainha branca dá xeque, é cobrir o rei e perder o cavalo, não há alternativa. Eis uma vantagem a considerar. Sinto o sorriso do adversário. Isto me endurece. Há muito jogo ainda. Logo, logo, meu único cavalo dá xeque. É cobrir o rei e perder a rainha! Pronto. Virada. Mas não posso cair na mesma armadilha do relaxamento. Cavalo branco avançado, prestes a dar um xeque no rei rocado. Cobrindo-o perderei a torre, neste mesmo desenho tático minha rainha está ameaçada diretamente pela torre. São dois minutos dedicados ao estudo das possibilidades. Ao tomar a torre, perco a Rainha para o bispo de cobertura. Escolha pensada. Ainda tenho vantagem. Mas o pior ainda está por vir, movimento mal a torre para tirar do cavalo e a coloco à disposição. Será uma nova virada, será minha derrota. Só que a tensão mudou de lado. Chego a digitar no chat que foi um erro, mas não há movimento rápido. O vacilo paira no ar. Não envio a mensagem, aguardo. O adversário não viu. Movimenta o bispo, minha torre está a salvo. Quase ao final, opto por entregar as duas torres em troca de peças - a torre e o peão prestes a se tornar rainha. O tempo está se esgotando. Estas novas escolhas me obrigam a agir ainda mais rapidamente. Rei branco busca o tempo e empate. Sobraram-me peões. Dois deles agora são rainhas. Xeque-mate!
